6/23/14

Hiperaprendizagem - estratégia de velocidade

Hiperaprendizagem - velocidade
Nós já sabemos que o medo pode influenciar o seu estado mental e, consequentemente, impactar sua eficiência de aprendizagem. Agora, precisamos construir formas de tirar proveito desse novo conhecimento e passar a usá-lo a nosso favor.

Esta pode ser considerada uma meta bastante ambiciosa para algumas pessoas e, por conta disso, vamos tratar a questão em alguns passos. O primeiro deles conquistar a liberdade.

Um garoto que conheci, tinha grande resistência a tentar coisas novas e, apesar de ter apenas 9 anos de idade, já era considerado uma pessoas conservadora; especialmente no que diz respeito a experimentar coisas novas.

Esse menino, só conseguiu evoluir em sua criatividade quando resolveu experimentar o novo e, para isso, vencer o medo do novo foi uma tarefa muito importante. A primeira grande virada de sua vida aconteceu quando ele resolveu encarar cada um de seus contatos com seus medos como um jogo no qual, cada vez que ele encarava e se dava mal, ele perdia alguns pontos. Cada vez que ele desafiava seus medos e se dava bem, ganhava alguns pontos. Ele tinha uma regra de segurança que, se errasse 5 tentativas seguidas, ele se tornaria mais cuidadoso em suas análises e, se acertasse 5 tentativas seguidas, seria um bom indicativo de que ele estava no caminho certo e, por conta disso, poderia baixar a guarda um pouco mais e aceitar desafios ainda maiores ou arriscar um pouco mais.

Essa tática está relacionada com premiar-se quando se está certo e ajustar os planos em situações diferentes.

Desde muito cedo, o nosso amiguinho percebeu que é bem mais fácil enganar-se no início de uma jornada (sendo, por isso, prudente ir devagar nesses momentos da vida); porém, quando o caminho torna-se conhecido e nos permite identificar padrões ou semelhanças com outros caminhos já percorridos ao longo da vida,  torna-se possível tirar vantagens da experiência e correr um pouco mais de riscos calculados fazendo com que os objetivos sejam alcançados de forma muito mais eficiente.

Estratégias como essa são fundamentais para controle do medo, aumentar a auto-confiança e a capacidade de se perdoar quando, por ventura, algo sair um pouco diferente do planejado.

6/20/14

A hiperaprendizagem e o estado emocional

Você já refletiu a respeito da relação que existe entre estado emocional e a eficiência de aprendizagem?
E se o estado emocional tivesse uma relação direta com a frequência mental e cada frequência mental fosse mais apropriada para uma atividade específica? Se isso tudo for verdade, não seria razoável imaginar a existência de uma frequência mental mais apropriada para o aprendizado? Você acha que isso teria alguma relação com o fato de algumas vezes ser muito mais fácil aprender que outras?

Hiperaprendizagem - Estado Mental Expandido

Eu me lembro bem de um tempo no qual trabalhava em um ambiente bastante estressante. Naquele tempo, as pessoas da minha equipe estavam sempre muito preocupadas em entregar resultados e bater metas. Não alcançar a meta era visto como algo perigoso e, de um forma um tanto metafórica, para algumas pessoas, a meta era vista como uma questão de vida ou morte (ainda que no sentido figurado).

Essas pessoas eram muito boas no que faziam e, levando seu trabalho a sério desse jeito, não é de se esperar nada menos do que metas sendo batidas quase sempre.

De acordo com o modelo retratado na figura Hiperaprendizagem - Estado Mental Expandido, aquelas pessoas estavam sempre operando na última coluna (16-30 Hz) que está relacionada a um estado mental bom para ação e extremamente racional.

No entanto, o modelo parece sugerir que a aprendizagem se daria de forma muito mais eficiente e prazerosa quando a pessoa está em um estado mental mais próximo da segunda coluna (8-12 Hz). Parece que, nesse estado, as pessoas estariam mais abertas a experimentar conceitos novos ao invés de prontas para defender suas posições e pontos de vista.

Se existisse um método simples, fácil e eficaz que te desse o controle sobre o aprendizado e tornasse possível ajustar o seu estado mental para ampliar a sua capacidade e velocidade de aprendizagem, você estaria disposto a experimentar?

Talvez você gostasse de experimentar algumas técnicas para gerir um dos principais motivos de perda do controle emocional. O medo.


6/6/14

Primeiros passos em Hiperaprendizagem Empresarial

Há algum tempo, em uma cidade do interior de um estado com baixo nível de industrialização mas com alto nível de vontade e disposição para aprender e trabalhar, havia um funcionário que fazia tudo direitinho, aprendia rápido e costumava deixar seus patrões, colegas e clientes bem satisfeitos com os resultados de seu trabalho.

Apesar de conhecer bastante sobre o seu trabalho, nosso amigo desconfiava que tudo poderia melhora ainda mais se ele construísse um embasamento teórico mais profundo. Não que estivesse descontente com os resultados que obtinha mas ele não considerava sua formação tão profunda quanto a de alguns de seus colegas que se formaram em universidades renomadas ou tiveram a oportunidade de intercâmbios internacionais.

Por ser bastante perspicaz, ele logo percebeu que, muito do que ele fazia na fábrica eram processos baseados em livros ou teorias discutidas em escolas de engenharia. Da mesma forma que boa parte do que ele fazia no administrativo, encontrava embasamento nos livros de Administração de Empresas, Economia ou Contabilidade; ou ainda, muitos processos do Departamento Pessoal, tinham origem no que é estudado na faculdade de Psicologia.

Ele imaginou que não precisasse saber tão profundamente quanto os seus líderes. Mas que quanto mais fosse capaz de reconhecer os temas dos quais seus chefes falavam, melhor seria a comunicação e maior seria a percepção de eficiência que seus chefes teriam a seu respeito.

Com essa ideia na cabeça, nosso amigo resolveu fazer um experimento e descobriu que qualquer conhecimento mínimo a respeito dos livros que seus chefes leram (ainda que ele não os tivesse lido), já facilitava muito a comunicação e otimizava os resultados. E esse processo se tornou tão intenso que, apenas lendo a capa e o sumário dos livros nos quais seus chefes estudaram, a sua efetividade subia em mais de 20%. Ele realmente não sabia se isso acontecia porque, folheando os livros, era muito comum encontrar figuras e gráficos que o ajudavam a entender bem melhor os discursos, jargões, processos e modelos mentais utilizados por seus chefes; ou se esse contato com os livros o ajudava a elaborar perguntas que levaram seus chefes a refletir, aprender mais e gostar dos processos e conversas inteligentes e agradáveis sobre temas que seus líderes realmente gostavam de tratar.

E... quanto mais me lembro dessa estória, mais curioso eu fico em saber. Se ele conseguiu aprender e realizar tanto aplicando um método que desenvolveu sozinho; de quantas formas diferentes o meu sucesso não seria potencializado se eu desenvolvesse um círculo de amizades com pessoas que tivessem comportamentos parecidos em relação aos livros que seus líderes leram.

6/2/14

Hiperaprendizagem empresarial - Reconhecer

Hiperaprenzagem - Reconhecer
Alguns entre nós já se perguntaram como se sentiriam se tivessem sido transportados para uma dimensão com traços de comportamento que lembram ambientes empresariais nos quais a Hiperaprendizagem já é uma realidade. Talvez, mesmo não sendo um deles, uma vez nessa nova dimensão, você também pudesse se maravilhar ao perceber, ver, visualizar, construir ou descobrir que um caminho seguro para a maximização e o aprofundamento da velocidade de aprendizagem começa com descobrir que todo o conhecimento pode ser categorizado em cinco níveis diferentesignorar, reconhecer, conhecer, saber e ensinar.

Ao descobrir que, equipes formadas por profissionais com níveis de maturidade muito próximos aos de pessoas normais com as quais você convive todos os dias são pelo menos, 300% mais eficientes e felizes; talvez uma parte de você continuasse executando raciocínios lógicos empresariais em busca de soluções que viabilizem ganhos maiores de produtividade e lucratividade enquanto outra parte desejasse explorar essa nova dimensão para aprender mais e mais sobre fatores que impactam a motivação de uma equipe, ou se instruir sobre como equipes com altos níveis de desempenho em aprendizagem têm membros com níveis muito mais elevados de qualidade de vida, generosidade e possuem mentes muito mais abertas a novas ideias e soluções inovadoras.

Talvez uma outra parte de você, ao lembrar de um momento distante no qual crianças aprendiam em ambientes seguros e aconchegantes não resista à tentação e à curiosidade de saber mais e mais sobre como ganhos de 20% na capacidade de Reconhecimento de cada membro da equipe podem levar a aumentos de até 80% na potencial efetividade da equipe por meio de pura aprendizagem coletiva.

E, como o velho monge que sonhou ser uma borboleta... você também mergulharia no longo caminho de reflexões que permitem intensos aprendizados por meio de questionamentos profundos como o do monge: "Na realidade, não consigo parar de contemplar a dúvida de não saber se sou um monge que sonhou ser uma borboleta... ou sou uma borboleta que continua dormindo e sonhando ser um monge contemplativo".

Eu realmente estou muito curioso sobre como e de quantas formas diferentes você e a sua equipe vão passar a se beneficiar desse poder totalmente novo de tirar profundas lições a respeito de temas complexos dos quais você apenas, um dia, ouviu falar ou viu (muito superficialmente) em um livro que foi recomendado por alguém que entendia muito do assunto.

5/7/14

Framework de Hiperaprendizagem

Orkcoach - Hiperaprendizagem
Para muitas pessoas, o aprender é um mal necessário. Muitos gostam de saber e, gostam tanto, que estão dispostos a passar pela "dor" de aprender. Criamos até jargões que justificam a dor do aprendizado: "no pain, no gain" que pode ser traduzido por, "se não está doendo, você não está aprendendo".

Em paralelo, construiu-se a imagem, bem intencionada, de que o mundo lá "não dá moleza pra ninguém" e é preciso estar preparado para competir. No entanto, apesar de concordar que é preciso estar preparado para competir, ambientes de competição podem não ser os mais eficientes para o aprendizado.

Com essa visão em mente, gostaria de convidá-lo a experimentar esse framework para um aprendizado mais efetivo e prazeroso.

Framework de hiperaprendizagem:

  • Estabelecer um propósito
  • Determinar objetivos alinhados ao propósito
  • Criar conexões entre os objetivos e o aprendizado
  • Ganhar consciência sobre os paradigmas de aprendizagem atuais
  • Otimizar paradigmas de aprendizagem
    • Desenvolver o equilíbrio
    • Criar canais de colaboração
    • Construir ambientes aconchegantes para o aprendizado
    • Investir em Criatividade abrindo espaço para o novo
      • Ginástica mental
      • Aprendizagem em estágios
        • Reconhecer
        • Tornar familiar
        • Saber
        • Usar e ensinar
Gostaria muito de saber a sua opinião a respeito. Principalmente, com relação a o que não está claro, ou quais pontos ficariam ainda mais efetivos depois de ajustes e melhorias.

Também estou muito interessado em saber quais desses pontos têm riscos de viabilidade ou até, quais deles você não consegue imaginar como implementar.


5/5/14

Hiperaprendizagem - Compreensão

Compreensão
"Você tem a paciência de esperar quietinho diante de uma situação complicada até que a solução ideal seja revelada? Você conseguiria ficar em silencio até que sua lama decante e sua água se revele clara e cristalina?" Lao-tzu (adaptado)

Quantas vezes você já se deparou com uma situação na qual não tem respostas e as opções parecem ser uma pior que a outra? As vezes, tenho a impressão de que, quanto mais lutamos, maior é a frequência que situações como essa nos são apresentadas.

Em momentos como esse, é muito comum entrar em um de dois estados emocionais: confusão ou frustração.

A frustração, começa com desconforto e dor e logo leva o olhar para fora em busca de culpados. Não raro, há um ciclo de sentimentos que se revesam entre auto-piedade e culpa. Culpa-se os outros, a situação ou, no pior dos casos, a si mesmo. Apesar de ser uma saída, a frustração raramente leva a grandes aprendizados.

Já a confusão, talvez tenha o mesmo nível de desconforto e dor no início. Em alguns casos, até um pouquinho de aflição, uma pitada de medo, mas, ao invés de levar a olhar para fora, a confusão difere da frustração quando convida o indivíduo a olhar para dentro e a buscar o aprendizado quando reflete não só sobre os fatos em si mas também sobre todas as oportunidades que uma situação de crise revela.

Quando alguém se encontra no estado de confusão, ele está pronto para aprender e esse aprendizado está prestes a se manifestar das mais diversas formas. Nesse momento, o medo se dissipa dando lugar a um sentimento maravilhoso de gratidão e à felicidade que reafirma a certeza de se estar no caminho certo e de que os recursos necessários serão descobertos ou disponibilizados à medida que as necessidades se apresentam.

Esse sentimento tem muito pouco a ver com agir; menos ainda com fazer certo (como estamos sempre tentando). Ele está muito mais relacionado com ser capaz de respirar fundo, sorrir, acreditar e aceitar. Mas, diferente do ciclo Ilusão e Dor presente da infância, o aceitar atual está baseado em usar os recursos internos que vão bem além da simples capacidade racional de cada um.

No final, não se trata de simplesmente "ouvir o coração" ou de "agir". Mas um misto equilibrado de retardar um pouquinho a ação até que o coração tenha tido o tempo de se manifestar através da intuição e que a razão tenha tido o tempo de criar um plano de ação que, além de viável, leva em consideração alguns aspectos emocionais.

Veja também:

4/27/14

Hiperaprendizagem - Visão

O que é visão?
Visão é amor, generosidade, é um querer acordar a si mesmo e toda a comunidade à sua volta. Visão está relacionado com ser tudo o que você veio a esse mundo para ser. Conhecer sua visão é a forma mais fácil que conheço de saber que você está no caminho certo e, consequentemente, é a forma mais simples que conheço de ser feliz.

Como identificar sua visão?
O primeiro passo é reconhecer quando você não tem uma visão clara. Um sinal comum é dado quando você não sabe dizer não, quando você se encontra em conflitos internos (ou externos) frequentes.

Sua visão está relacionada com as coisas que você gosta de fazer e com agir de forma a beneficiar você e as pessoas à sua volta.

Como ativar sua visão?
Estabeleça objetivos; depois disso, primeiro parabenize-se por ter objetivos bem estabelecidos. A maioria as pessoas não tem objetivos estabelecidos e passam pela vida dormindo, como se fossem meras ferramentas dos objetivos de outras pessoas ou de algum sistema remoto. Talvez isso tenha a ver com alguma dificuldade em dizer "não". Como já dizia o gato em Alice no país das maravilhas: "Se você não sabe pra onde vai, qualquer caminho serve".

Agora, avalie seu objetivo e certifique-se de que, no processo de alcançá-lo, você estará trabalhando por um bem maior.

Seu objetivo precisa ser desafiador. Sem desafio, você não irá muito além do que já foi. Em seguida, avalie se seu objetivo beneficiará alguém além de você mesmo.

 Objetivos inspiradores têm essa característica de inspirar não só a pessoa que teve a visão mas todos ao redor. Qual é o seu caso?

Você trabalha para um objetivo seu, que é desafiador e inspira você e os outros? Ou você está trabalhando para o objetivo de alguma outra pessoa? Se o seu caso for próximo do segundo, ainda resta mais uma pergunta, o objetivo dessa outra pessoa é, pelo menos, inspirador?

Como checar a sua visão?
1) Faça uma lista das pessoas que você admira.
1.1) Veja se essas pessoas são heróis de alguma forma.
1.2) Qual era a visão dessas pessoas?
1.3) Elas tinham uma visão inspiradora ou que, pelo menos, ia além deles próprios?

2) Analise a sua própria visão.
2.1) Você tem uma visão, polo menos, desafiadora?
2.2) Faça uma lista de tudo o que você gostaria de realizar.

3) Faça uma lista dos obstáculos encontrados
3.1) Agora, faça uma lista de tudo o que você aprendeu até agora, que pode te ajudar a remover esses obstáculos:
3.2) Dê, especial atenção ao que você aprendeu em termos de:
3.2.1) Conhecimentos que você adquiriu
3.2.2) Compreensões que você teve
3.2.3) Vigor que você experimentou (veja o post os 7 estágios de maturidade).

4) Supondo que tenha todo o dinheiro de que precisa e ainda que saiba que nunca mais vai precisar de dinheiro, o que você faria:
4.1) Para você mesmo?
4.2) Para uma lista de beneficiários?
4.3) Para garantir que a sua ação não usurparia o direito de seus beneficiários desenvolver:
4.3.1) Conhecimento
4.3.2) Compreensão
4.3.3) Vigor

5) Faça uma lista, de tudo o que pode usar para realizar sua visão, o que você:
5.1) Aprendeu
5.2) Herdou
5.3) Conseguiu
5.4) Compreendeu

6) Com isso, você estará bem próximos de usufruir dos benefícios comuns a todos que têm uma visão:
6.1) Propósito
6.1.1) Deixar um legado da sua vida
6.1.2) Ter suas próprias ideias em uma quantidade e velocidade estonteante.
6.1.3) Estar sempre motivado (sem conseguir nem explicar de onde vem tanta energia e felicidade)
6.1.4) Ser altamente produtivo e admirado
6.1.5) Ver a lista de suas realizações crescer bem além do que você julgava possível há muito pouco tempo.
6.2) Alinhamento
6.2.1) Interno
Você passará por muito poucos momentos de conflitos internos, percebendo que tudo o que pretende fazer sai fácil e que, normalmente, encontra todos os recursos de que precisa para as tarefas que se propõe a executar. E, quando não consegue executar toda a sua lista, você ainda experimenta o estado de graça da compaixão plena por si mesmo de forma que não sente culpa. A vida passa a parecer um misto de jogo e dança; não há erros, só resultados.

6.2.2) Externo
Você consegue ter a percepção de que tudo está dando certo, você atrai as pessoas certas, compreende e aceita a ausência das pessoas que (em um futuro próximo) se revelarão não ser as pessoas mais apropriadas para estar à sua volta durante a realização de sua visão.