10/15/13

LEGO Lord of the Rings

Uma fonte maravilhosa de oportunidades de aprender.

Desafios.
Assista ao filme com uma atenção extra para:

  • Quem é guardião e quem é herói.
  • Procurando ver mais semelhanças do que diferenças
  • Importância estratégica x força física ou habilidade
  • Relevância x beleza
  • Importância da diversidade


Pensando positivo

Muitos acreditam que a mente funciona como uma antena que orienta todos os sentidos na busca de soluções para o problema que ela está tentando resolver no momento.

De acordo com essa escola de pensamento, se você está com medo, a sua mente orienta seus sentidos a experimentar o medo e a validar as sensações que você está tendo. Por isso, quando você está com medo, tende a ignorar a maioria das informações que não estão relacionadas com o medo que está sentindo. Por exemplo:
Se você está num lugar estranho, sozinho, com medo e ouve uma música alta, um cheiro diferente e o ambiente está escuro, dificilmente você prestaria atenção numa placa mostrando a foto de um hambúrguer. É também quase certo, que você não se lembraria do preço do sanduíche; mesmo que estivesse escrito em letras grandes ao lado da palavra "promoção".
A sua mente, nesse momento, estaria procurando por sinais de segurança que estão relacionados com lugares claros e gente que se veste, se comporta e se parece como você. Se você encontrar uma lanchonete com essas características e estiver com medo, tem uma chance maior de entrar.

Por outro lado, se você estiver com fome e pouco dinheiro, a sua mente buscará soluções para esses problemas específicos e é bem mais provável que você note o preço do sanduíche e o cheiro de carne no ar.

Não se iluda, tanto a fome quanto o medo são reações importantes. São mensagens avisando que algo precisa ser feito. Entretanto, é importante não alimentar o medo e nem tornar a fome maior do que é. No momento tanto da fome quanto do medo, pensar no pior pode atrapalhar bem mais do que ajudar. Por isso, uma vez recebidas as mensagens de fome e de medo, torna-se uma boa política, passar a pensar positivo para que sua mente abra seus filtros passe a captar com mais eficiência as informações que vão ajudar a construir soluções criativas para o problema.

Algumas perguntas podem ajudar na construção de uma percepção positiva a cerca da situação:

  • Quem pode se beneficiar dessa situação ou da ação planejada?
  • Como essas pessoas serão beneficiadas?
  • Quando essas pessoas serão beneficiadas (curto, médio ou longo prazos)?
Veja também:

10/14/13

O super-prestativo e a morte do visionário

Regras são fundamentais para a convivência e a simples existência e reconhecimento delas já mostra um nível superior de maturidade em uma sociedade. No entanto, algumas vezes, essa importância é extrapolada e as pessoas se esquecem dos motivos pelos quais as regras foram criadas e passam a viver como se a regra fosse mais importante do que elas mesmas. Como se as regras não tivessem sido criadas para que as pessoas fossem mais felizes.

Há algum tempo, eu li um livro sobre uma menina a quem foi ensinado que a obediência era uma qualidade muito importante. Ela testou o conceito e foi muito bem tratada por ser obediente. Sua mente, como a mente de todos nós, era bastante literal e adorava repetir e extrapolar processos que funcionavam. Como era de se esperar, a mente da menina tentou maximizar a sensação de prazer que vinha do reconhecimento da sua obediência e foi exatamente aí que nossa aventura começou.

Com o passar do tempo, a menina aprendeu a fazer o que as pessoas queriam e aprendeu a gostar da sensação de servir aos outros. Ela realmente achava que essa era a forma certa de viver.

Mas, o que há de errado com isso? Quais as possíveis implicações não tão positivas dessa abordagem?

O primeiro ponto que me vem à mente é que um engajamento excessivo a causas alheias pode levar a uma vida com menos paixão. Não a paixão por uma outra pessoa mas a paixão pela vida ou pelas coisas que você faz.
É essa paixão que leva a ter a sensação de que tudo está dando certo e que a vida é fácil. Esse é o sentimento que algumas pessoas chamam de Vigor. O Vigor é uma etapa muito importante dos Sete Estágio de Maturidade.

Pode até haver outras formas de ser feliz na vida mas o Vigor é, definitivamente, uma alternativa que recomendo explorar.

Um outro ponto que convida à reflexão é que, quando alguém se entrega completamente à causa de fazer outras pessoas felizes e faz isso durante muito tempo; passa a ficar realmente bom nisso. Essa atitude passa a ser algo que ele faz sem muito esforço; eu diria até que é algo que chega a fazer de forma até inconsciente. Até aqui, só há pontos positivos.

Não entanto, quando se passa a agir inconscientemente, passa-se a ter também esse padrão como referência inconsciente e, uma referência inconsciente pode dar origem a graves problemas de relacionamento. As pessoas podem passar a exigir das outras que as tratem com a mesma atenção, dedicação e carinho que elas imaginam estarem dando. Ainda que os outros não sejam capazes de retribuir (ou até mesmo perceber) tamanho comprometimento.

Eu acho que é justo exigir tratamento semelhante ao que se dá mas, quando um tratamento beira a excelência e essa perfeição é alcançada de forma inconsciente, como essa pessoa vai perceber que os seres humanos à sua volta podem não ser capazes de dar um tratamento do mesmo nível? Pior ainda, será que essa pessoa é tão boa em perdoar falhas de tratamentos quanto é boa em tratar as pessoas à sua volta?

Já imaginou o tamanho das decepções que ela pode estar armando para a própria vida?

Mas esse nem é o ponto mais obscuro da abordagem super-prestativa. Na verdade, ao se dedicar tão intensamente aos outros, uma pessoa pode acabar por se afastar de sua verdade interior tornando ainda mais difícil descobrir e cumprir sua missão de vida. Negar a própria verdade interior é um dos golpes mais cruéis e mortais que se pode dar no visionário que existe dentro de cada um de nós.

Permita-se ser totalmente emocional

Há muita energia em ser emocional e não é nada inteligente desperdiçar tamanho potencial de força, coragem e fonte de soluções inteligentes e criativas para os problemas mais complexos que enfrentaremos na vida. O emocional é como uma bomba atômica! Ele é o canal através do qual podemos liberar uma quantidade absurda de energia em um espaço muito pequeno de tempo. Assim, seja para a realização de tarefas difíceis ou como um antidoto completamente natural contra a procrastinação, uma explosão emocional é sempre um escolha mais que plausível.
Isso posto, fica fácil perceber que nosso lado emocional não é uma parte a ser escondida ou reprimida mas sim um recursos maravilhoso a ser refinado, reconhecido, apreciado e compreendido para que ele possa colocar toda a sua força a favor do seu propósito de vida na hora mais apropriada.

A pergunta que cabe nesse momento é: Como, então, podemos conhecer melhor o poder e as características do nosso lado emocional?

Aqui está um processo prático:

O primeiro passo é agradecer a existência do lado emocional, reconhecer a sua importância e dedicar-se a aprender um pouco mais sobre ele a cada dia.
O segundo passo é reservar um momento para se permitir ser totalmente emocional. Nesse momento você  pode ser puro sentimentos e intuição. E lembre-se, quanto mais complexo for o problema, mais importante será esse seu lado na obtenção da melhor solução para o problema.
O terceiro passo é passar a usar a sua emoção (intuição e sentimentos) como parte relevante no seu processo decisório.
Comece com questões simples para ganhar confiança. Permita-se ser totalmente emocional em questões corriqueiras como escolher um filme para assistir, escolher uma loja para entrar ou uma roupa para comprar, ou até escolher um restaurante para ir.
Tive uma ideia. Encare isso como um desafio. Apenas por hoje, siga a sua intuição e experimente a uma escolha com a mente aberta e buscando o que há de bom na experiência.
Fazendo esse exercício regularmente, no mínimo você será agraciado com uma dose cavalar de acréscimo na sua criatividade além de se tornar alguém muito mais interessante com muito mais estórias pra contar e muito mais experiências pra repartir se tornando capaz de falar sobre lugares que você visitou, fotos que tirou, pratos que experimentou, situações engraçadas que viveu, pessoas novas que conheceu.
Você consegue imaginar quão melhor passará a ser a sua vida e de todos aqueles que te amam?

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Pensar com 6 cabeças diferentes

10/13/13

Dica prática para pensar de forma Objetiva

Sabemos que, em alguns momentos da vida, é preciso pensar de forma objetiva. Mas, como fazer isso? Aqui vai uma dica que pode ser bastante útil.

Recomendo que você pratique esse exercício, pelo menos três vezes por dia. Se você conseguir repetir esse exercício três vezes ao dia, durante quarenta dias, o processo passará a acontecer automaticamente na sua cabeça e você nunca mais vai precisar se preocupar ou gastar energia tentando ser objetivo.

Busca da informação.
Perguntas que podem ajudar:
 - Que informação nós temos?
Nesse momento, atenha-se aos fatos ficando o mais distante possível de julgamentos e significados. 

Exemplo:
 Você chegou em casa 30 minutos após o horário que costuma chegar normalmente. No momento em que chega, encontra sua linda e carinhosa esposa com "cara de poucos amigos".

Nesse caso, a maioria dos maridos assume que:
  • a esposa está brava, 
  • é porque ele chegou tarde, 
  • ela não tem o direito de ser tão exigente com ele e 
  • ele tem todo o direito de 30 minutos de papo com os amigos. 
 Pergunta essencial: Qual é o fato?
 No exemplo acima, há, potencialmente, dois fatos relevantes:
  • Você chegou 30 minutos depois do horário que costuma chegar.
  • Sua mulher não parece receptiva nesse momento. 

 Esse são os dois únicos fatos pertinentes no exemplo; o resto:
  • Você cheguou atrasado: interpretação que depende de você haver combinado um horário, de não ter ligado avisando, etc... 
  • Cara de poucos amigos da esposa.
A própria expressão "cara de poucos amigos" já está carregada de significados. Qual é, de fato, o fato? Ela te respondeu diferente quando você disse "Querida, cheguei"? Ela não te abraçou? Ela não sorriu pra você? Ela já havia jantado? Ela deixou um prato feito no forno pra você? Ela ficou olhando pra televisão?

Liste os fatos e apenas os fatos. Fica muito mais fácil pensar de forma Racional e Objetiva quando nos atemos pura e simplesmente aos fatos.

 Você tem todo o direito de tratar a situação como preferir. Entretanto, caso resolva abordar a questão de forma puramente objetiva, atenha-se aos fatos e apenas aos fatos.

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Pensar com 6 cabeças diferentes

Ferramenta SCORE

Não faz muito tempo, eu ouvi a estória de um passarinho que costumava tratar cada um de seus desafios como uma oportunidade que a vida tinha de puni-lo por coisas erradas que ele nem sabia que tinha feito.

Na verdade, de tanto pensar assim, ele passou a acreditar em um paraíso ao qual ele teria acesso após a morte. Com o tempo, a crença dele evoluiu para "nada realmente bom vem de graça" e, depois, "para se ter algo de bom era preciso algum sacrifício".

Levando esse raciocínio adiante, o passarinho generalizou para "todo e qualquer sacrifício o deixaria um pouco mais perto do paraíso"; ainda que cada novo sacrifício o deixasse um pouco mais distante do jardim maravilhoso que o aqui e o agora foram cuidadosamente projetados para ser. De uma estranha maneira, quanto mais sofria, mais feliz o passarinho ficava.

Um dia, uma cobra estava pronta para dar o bote e por fim a essa agonia quando, por um lapso de momento, olhou nos olhos do passarinho e viu uma estranha alegria que nunca havia visto antes; pelo menos não nos olhos de uma presa. E a cobra resolveu aproveitar a oportunidade de aprender com aquela situação.

Ao perguntar qual era o motivo de tamanha alegria, a cobra pode apreciar toda uma teoria a respeito de um paraíso que estava só esperando pelo passarinho logo após aqueles breves instantes de dor e incertezas que apenas serviam para aumentar ainda mais o merecimento.

A cobra refletiu um pouco a respeito da estória e resolveu repartir uma teoria na qual estava trabalhando. Afinal, ela não tinha muito a perder. Se o passarinho fizesse algum comentário do qual não gostasse, ela poderia simplesmente engolir o interlocutor e finalizar a discussão.

Segundo a teoria da cobra, um problema poderia sempre ser abordado de acordo com a sigla S.C.O.R.E:
  • Sintomas
Todo o processo começa por uma análise dos sintomas que se está querendo tratar. Essa análise será tão mais efetiva quanto mais seja possível entrar no modo "resolver o problema" e evitar o modo "mostrar que tenho razão" ou o pior deles "vou mostrar quem manda nessa estória".
  • Causas
Nessa etapa investe-se um certo tempo refletindo-se a respeito das possíveis causas do problema. Uma dica importante: evite julgar "as pessoas", "a situação" ou você mesmo durante essa etapa. Tão logo se encontra um culpado, deixa-se de pensar na resolução do problema e passa-se a pensar em punição e isso não costuma resolver muita coisa.
  • Outcomes - Benefícios ou Resultados esperados
Após uma análise das causas, deve-se reservar um momento de descanso para pensar em algo que realmente interessa. Nessa momento, deve-se imaginar o mundo colorido no qual tudo aconteceria como desejamos. Nesse estado de espírito, a gente lista todos os resultados esperados. Ou seja, como seria o mundo se o problema não existisse. O que experimentaríamos? Como seríamos tratados? O que ganharíamos?
  • Recursos
Com o estado de resultados esperados na cabeça e no coração, criamos uma lista de todos os recursos necessários para obter os resultados esperados. Nesse momento, não devemos nos preocupar com onde ou como conseguir os recursos. A ideia é apenas ter uma lista do que precisamos como se desejássemos usar essa lista para escrever uma carta para o Papai Noel.
  • Efeitos
Agora, antes de escrever qualquer carta para o Papai Noel, passe um tempo imaginando os efeitos de ter os recursos necessários, aplicá-los nas causas encontradas e curtir os benefícios esperados.

Com esse estado de espírito, curtindo os efeitos dos resultados esperados, faça uma pergunta mágica. "Qual é a primeira coisa que eu deveria fazer pra tornar esse desejo uma realidade?". Tão logo tenha uma resposta, não espere mais um segundo. Vá lá e FAÇA!
Veja também:

10/12/13

Seis maneiras práticas para ganhar maturidade emocional

Você já se deparou com um momento no qual teve que explodir?
Já passou pela experiência de alguém te falando algo do tipo:  "É nesses momentos que a gente descobre quem tem e quem não tem maturidade emocional".

Que tal chegar em um nível de maturidade no qual você conseguirá estar alguns passos à frente como a Trinity no filme the Matrix?

O segredo é prestar atenção nas suas sensações e sentimentos. Eu vou te mostrar como fazer isso em alguns instantes de forma simples e prática. Com o tempo, se repetir esse exercício regularmente, você perceberá que há padrões; sequências de sensações, sentimentos, imagens, diálogos internos, que se repetem de forma  muito rápida cada vez que você se envolve em uma situação de stress.

Essas sequencias podem começar, por exemplo, com um conjunto de sensações do tipo frio na barriga, arrepio na nuca, calafrio nos pés, um suspiro, etc. Em algum lugar da sequência, normalmente aparece uma conversa interna com uma voz que, na maioria das vezes julga e critica  ou dá ordens que você simplesmente cumpre sem questionar ou, pior, se culpa por não ter cumprido (com a ajuda nada carinhosa da voz crítica).



Ainda como parte da sequencia , é comum o sangue ferver e, antes que você perceba, já está envolvido até o pescoço numa situação que preferia evitar: uma briga, uma discussão ou tomando uma decisão importante de cabeça quente.

Supondo que você tenha chegado a um nível de consciência que te permita perceber quando uma situação problemática está prestes a acontecer. Nesse nível de consciência, há uma forma bastante criativa e divertida de organizar os pensamentos e dar voz aos vários "Eu"s que co-habitam dentro de você. Essa técnica ajuda a respeitar e a garantir o direito que todas as partes envolvidas têm de se expressar a sua própria maneira. E, dessa forma, que elas consigam dar suas valiosas contribuições não só na concepção do problema mas também na execução do plano de ação.

Essa técnica é conhecida como pensar com seis chapéus diferentes :
Essa é uma técnica muito poderosa na gestão de os conflitos internos. Sua aplicação pode ajudar a satisfazer as necessidades das várias partes envolvidas e minimizar o impacto de potenciais agendas ocultas.

Veja uma explicação mais detalhada a respeito da técnica (com um mapa mental inclusive) em Os 6 Chapéus de Bono e na apresentação abaixo.


Material adicional recomendado: