12/18/13

Como se tornar mais generoso que alguns milionários


O natal está chegando e resolvemos aproveitar a oportunidade para satisfazer desejos. Imagine que, nesse momento, você é, de novo, aquela criança que atravessou diversos momentos de felicidade ao longo da vida. Em um desses momentos, você teve acesso a um recurso maravilhoso: A imaginação.

Com a imaginação, você acreditou que o papai noel existia e que ele traria presentes para as crianças boazinhas. E que você (ainda que não fosse perfeita), talvez merecesse um presente também.
Imagine, agora, que você pode pedir qualquer coisa, em qualquer quantidade e que será atendido e, melhor ainda, você tem todo o direito de mudar de ideia depois que receber seu presente. Ou seja, você não tem nada a perder.

Com esse estado de espírito, imagine as coisas que mais te fizeram falta em 2013. Pode ter sido compreensão, dinheiro, tempo, emprego, amor, família, sexo, coragem, atenção, vontade de estudar, carinho, perdão, saúde, roupas, carro, viagem, um apartamento. Sinta-se livre para escolher!

Agora, imagine que você foi agraciado com tudo o que pediu! Tente imaginar como você se sentiu quando recebeu o seu presente. Como sua vida mudou? Como mudou a vida das pessoas à sua volta (pelo menos as pessoas mais importantes): 
Marido, mulher, pai, mãe, filhos, irmãos, colegas de trabalho, amigos, vizinhos, etc?

Você consegue ver o quão mais felizes eles ficaram pelo simples fato de você ter alcançado o sucesso? Você consegue sentir que, apenas o seu novo comportamente, o seu novo estilo de vida, a forma mais calma e amável de tratar as pessoas, a paciência que você tem com os mais velhos e com os mais novos, o carinho especial com os mais pobres e os mais feios, a gratidão, a calma e a paz que envolve e protegem a sua nova forma de viver são motivos mais do que suficientes para que todos à sua volta se tornem mais gratos, amorosos, confiantes, motivados e felizes?

Você consegue perceber que, o simples fato de fazer parte dessa comunidade cheia de bons sentimentos, amor e gentilezas tem o poder de transformar a vida de qualquer ser humano em algo maravilhoso e inesquecível? 

Agora, usando um poder que só você tem, traga de volta criança que você foi um dia e use o maravilhoso e transformador poder da imaginação para brincar, uma vez mais, de faz-de-conta.

Faça de conta que você foi atendido em todos os seus desejos e passe a se comportar como se tivesse sido. Quão mais generoso você seria se tivesse ganhado na mega-sena? Não digo para você doar 1 milhão dos 200 milhões que você ganhou naquele dia. Mas digo para você se dar o direito de doar 5% de TUDO o que você ganhou HOJE! Será que vai fazer falta? Talvez não, mas garanto que vai fazer bem.

Prepare-se, o mundo já começou a mudar pra melhor. Você só precisa dos olhos daquela criança pra perceber e tomar o seu lugar nesse trem para um mundo MUITO MELHOR!

12/13/13

Amando ativamente

Durante a adolescência, aprendemos via paixão que o amor é algo a ser sentido. Percebemos que ele doía e que o alívio proporcionado simplesmente por ver a pessoa amada era retorno grande o suficiente por tudo o que foi sofrido até aquele instante. Muitos de nós chegaram a acreditar que, quanto maior o sofrimento, maior o alívio e, consequentemente, o prazer do alívio só poderia ser alcançado através da dor da saudade. Essa forma de compreender o amor poderia ser chamada de amor sentimento

Com o tempo, aprendemos a exercer o amor. Nesse momento, o amor deixa de ser substantivo (sentimento) e passa a ser verbo (coisa que se faz ao invés de ser coisa que se sente). 

Pense um pouco a respeito das possíveis formas de expressão do sentimento:
  • Toque (carinhos, abraços, carícias, gestos, talvez até o sorriso ou um olhar carinhoso).
  • Tempo de qualidade (expressar o amor passando tempo com quem se ama).
  • Palavras de afirmação (fazer elogios sinceros)
  • Dar presentes (dar presente àqueles a quem se quer expressar o amor)
  • Trabalhar (trabalhar por aqueles a quem se ama).
Vaja um pouco mais a respeito no post: A garota, o livro azul e a águia

Ainda na adolescência, muitos são exposto às duras lições a respeito de decepções e abandonos. São as preciosas oportunidades para aprender que, nem sempre teremos tudo o que queremos no momento que gostaríamos. Muitos não aprendem essa lição da primeira vez e precisam voltar à mesma situação algumas outras vezes.

Também é possível afirmar que, na maioria dos casos em que há sofrimento por amor, a dor tem origem na falta de correspondência ou por que o outro não corresponde esse amor da forma desejada.

Dizem que o segredo da felicidade não está em correr atrás das borboletas mas em preparar um lindo jardim e esperar pacientemente que a sua borboleta chegue. Dizem que as flores que você planta e a forma como cuida delas é que determinarão as borboletas que aparecerão no seu jardim.

Se isso tudo for verdade, também pode ser verdade que qualquer borboleta que apareceu seja a borboleta certa ou que, pelo menos, você pode cuidar de suas flores de forma a transformar a sua borboleta na borboleta certa. 

Assim, qualquer que seja a borboleta com a qual o seu jardim foi graciosamente contemplado, toque-a com carinho, abrace-a, sorria pra ela e com ela. Reserve um tempo pra passar com ela e reserve um tempo ainda maior para preparar o seu coração pro tempo que passará com ela. Aproveite esse tempo e pense nas coisas boas que sua borboleta tem (suas lindas cores, sua capacidade de voar, sua capacidade de transformação) e diga pra ela. Dê presentes pra sua borboleta porque ela foi um grande presente e trabalhe um pouquinho por ela também. 

Fazendo isso, independente do que você sente, você passará a se sentir de forma diferente. Essa energia  nova transformará a sua vida, a vida do seu jardim e a vida da sua borboleta que se tornará cada dia mais bela e, com o tempo, passará a brilhar tão forte que será impossível você não sentir o que a tua alma já sabia quando trouxe essa borboleta pra pertinho de você.

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12/12/13

Para fazer a sua parte

Ao chegar ao fim de sua estória, ele saiu de cena com um sorriso nos lábios e uma expressão no rosto de profunda tranquilidade. Aquele tipo de tranquilidade só pode ser obtida através da paz interior, do amor e da certeza de dever cumprido. Como se ele tivesse conseguido chegar a um nível de maturidade tão alto que lhe permitiu perdoar tudo e a todos; inclusive, a ele mesmo.

Naquele momento, alguns pensaram em chorar, outros sucumbiram aos próprios sentimentos de perda e medos das incertezas de um futuro sem a presença do grande líder e transformaram-se em lágrimas. Outros, dançaram como expressão de gratidão pelo tempo que habitaram juntos o mesmo planeta. Alguns poucos pararam para refletir sobre as lições deixadas e sobre o que seria esperado deles no futuro.

Um grupo, tão pequeno quanto especial, resolveu ir além. Seus componentes realizaram antigos rituais compostos de canções e danças que foram ensinadas por membros que já não partilhavam o mesmo plano espiritual. Nesse transe, foi possível estar, uma vez mais, na presença daquele líder tão amado. Nesse momento, foi possível aprender um pouco mais do tanto que aquele mestre tinha pra ensinar.

Eles já sabiam, são em momentos assim que as mensagens mais profundas são passadas. E, foi assim que o mestre surgiu para um último ensinamento:

"Haverá um tempo para lutar. Nesse tempo, a vossa coragem será fundamental. Mas não será a coragem o fator mais importante para a vitória. Em verdade, a vitória não chegará no tempo da coragem (ainda que a coragem seja fundamental).

Estejam alertas porque também haverá um tempo para se render. Saibam que essa rendição não representará derrota e, tampouco, o final da luta. A rendição marcará o início da grande transformação. Saibam que, apenas através desse processo de rendição, a paz será encontrada.



Alguns de vocês se perderão nesse processo. É importante que vocês aprendam a se perdoar por isso. Como uma lembrança e uma pequena fonte de luz para a travessia, aqui estão alguns pontos que podem lhes ajudar no processo:
  • Medite diariamente
  • Dancem com seus medos. Eles foram criados para ser guias, não inimigos
  • Levante a cabeça
  • Sorria sempre
  • Seja generoso
  • Ame ativamente
  • Fale a verdade (principalmente para você mesmo)
  • Aceite os fatos, mas...
  • Questione suas verdades
  • Seja gentil (principalmente com você mesmo)."

Veja também:

12/6/13

Inocência

Quando nascemos, não sabemos de quase nada. Na verdade, não sabemos de nada; ainda estamos digerindo tudo o que ouvimos e sentimos durante o longo período de gestação. Durante o processo de crescimento, nos primeiros momentos da infância, acumulamos um conjunto de crenças que parecem funcionar e responder às questões de todas as pessoas que se tornaram nossas referências.

Essas crenças são fundamentais no nosso processo de formação mas podem se tornar a fonte de problemas devastadores.

Quando tudo vai bem, temos tempo de pensar antes de responder ou reagir. No entanto, quando estamos cansados, com fome, sofrendo ou com medo, não temos tempo para pensar. Nesse momento, quem aparece para resolver a situação é o conjunto de crenças que foram construídas com todos os aprendizados acumulados até o momento (com especial ênfase às coisas que aconteceram até os sete anos de idade).

Dessa forma, muita gente continua a andar pela vida sem perceber o porque de não gostar de um monte de coisas das quais elas não gostam. Pior ainda, elas não percebem os motivos por trás das respostas que elas dão para a vida e, por esse motivo, elas acabam perdendo o controle de suas próprias vidas porque as respostas que ela dá determinam (em um sistema interativo como é a vida) as respostas que a vida dá. 

Uma forma de interromper esse processo que pode ser bem destrutivo é ganhar consciência sobre como as coisas acontecem dentro de você e como você reage a cada coisa que acontece. Assim, você poderá reconhecer as sensações que acontecem em seu corpo que disparam pensamentos, você aprende a reconhecer pensamentos que disparam ações e a reconhecer como cada uma de suas ações disparam reações em cada uma das pessoas que são importantes pra você.

Isso equivale a ganhar o controle sobre a sua felicidade e o seu destino.

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Os sete estágios de maturidade.

12/5/13

Construindo o domínio do problema

Identificar o problema é o primeiro passo para resolvê-lo e há uma quantidade considerável de erros no mundo que é do tipo 2: Resposta certa para o problema errado.

Há várias maneiras de se encontrar o problema certo e não consigo dizer qual maneira é melhor ou pior, mas consigo afirmar, sem medo de errar que, tentar encontrar uma solução para um problema desconhecido pode ser ainda mais problemático do que conviver com a situação.

Uma das formas de se ganhar consciência sobre o problema é:

Escreva o problema de forma simples e direta e avalie cada uma das palavras do problema.

Ex:
Eu não gosto de cebola.

Vamos começar por: Cebola.

- Eu não gosto de nenhum tipo de cebola?
- Eu não gosto de cebola feita de nenhuma forma?
- Eu não gosto de cebola feita por ninguém?
- Eu não gosto do gosto ou da textura da cebola?
- Eu não gosto do cheiro da cebola?
- Eu não gosto do cheiro que fica na mão da minha esposa depois que ela corta cebola?
- Eu não gosto que me mandem cortar cebola?


Vamos dar uma olhadinha no 'Gostar'.
- Será que nunca gostei de cebola?
- Será que não gosto de comidas que levem cebola (ainda que eu não coma a cebola) como bife acebolado, por exemplo?
- Será que o que mais me incomoda é o gosto da cebola crua (na salada por exemplo) mas quando ela está frita (no bife) eu nem me incomodo. E gosto bastante do bife que minha mãe faz (que leva cebola picada)?

Com todas essas perguntas, as vezes é possível chegar a um nível de consciência a respeito do problema que pode tornar a solução muito mais efetiva e com muito menos efeitos colaterais.

Uma solução possível (dependendo do domínio do problema encontrado) é usar purê de cebola nos bifes acebolados e parar de usar cebola crua em saladas ao invés de banir a cebola da sua cozinha.

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Endereçando problemas

Construindo o domínio das soluções

Antes de começarmos a discutir o domínio das soluções, é muito importante estabelecermos uma base com uma pergunta:

"Você está seguro do problema que quer resolver?"

Caso tenha alguma dúvida, volte ao post: Construindo o domínio do problema.

Lembre-se: É muito melhor ter uma resposta mediana para o problema certo do que uma resposta perfeita para o problema errado.

O primeiro passo com relação à construção do domínio das soluções é não se preocupar em julgá-las em um primeiro momento. Há um tempo para escolher as melhores ideias, mas também deve haver um tempo para se permitir ter o maior número de ideias possível. Nesse momento, quantidade é muito melhor que qualidade. Todas as soluções são pertinentes. Nesse momento não se deve sequer pensar em como implementar as soluções encontradas.

Só depois de ter apreciado o tempo de geração de todas as ideias que sua mente puder gerar, passa-se ao segundo estágio. Avaliar quão completa e pertinente é cada uma das soluções que você encontrou.

Também é muito importante avaliar o impacto ecológico de cada solução. Não adianta uma solução ser completa e viável se ela impactar de forma negativa e irreversível a vida de alguém relevante.

Só depois torna-se pertinente avaliar a viabilidade de cada solução.

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Endereçando problemas

12/4/13

Endereçando problemas

Você se lembra da última vez que foi exposto a uma situação complicada ou a um problema realmente difícil? Nessa ocasião, você se lembra de ter ido direto ao ponto ou passou um tempo lamentando o fato de ter sido agraciado com essa oportunidade única de crescimento?

Existe um padrão de comportamento que se repete para a maioria das pessoas. Segundo esse padrão, quando alguém se encontra em uma situação problemática, é muito comum gastar uma parte da energia em pensamentos que não estão ligados à solução do problema.

Apenas como um exemplo, quando as pessoas normais são expostas a problemas complexos, elas tendem a gastar bastante tempo em pensamentos do tipo:
  • Onde foi que eu errei?
  • Por que isso está acontecendo comigo?
  • Eu não merecia isso
  • Isso só acontece comigo!
  • Procrastinando
  • Julgando
  • Tentando se vingar
  • Fingindo que o problema não existe ou...
  • Simplesmente com medo
As pessoas têm o direito de lamentar e procrastinar mas é importante enfatizar que essas atitudes contribuem muito pouco para encontrar uma solução para o problema. Lembre-se, as pessoas realmente eficazes são aquelas que usam seu tempo e energia construindo soluções que deixam suas vidas e o mundo à sua volta muito melhores.

Você pode se aproximar do padrão de pensamento e comportamento das pessoas altamente eficazes. Para tanto, basta fazer como elas fazem. 

Uma forma interessante de ganhar efetividade e construir muito mais usando muito menos é treinar a sua mente para executar um procedimento otimizado sempre que algum problema chegar. E, acredite, ele vai chegar!

As pessoas que possuem uma estratégia definida para resolução de problemas, quando são colocadas em uma situação complicada, não precisam pensar, elas simplesmente disparam o seu processo de resolução de problemas e, com isso, se tornam muito mais efetivas, obtendo muito mais sucesso e sendo bem mais felizes.

Experimente essa estratégia:
  • Defina o problema
  • Quebre o problema no maior número de partes (componentes do problema) possível
  • Avalie o contexto do problema
  • Avalie a relevância de cada componente do problema
  • Construa uma lista de soluções possíveis
  • Execute as soluções
  • Teste as soluções
  • Registre as lições aprendidas
  • Comemore
  • Exerça o direito de usufruir dos benefícios
Veja também:

12/3/13

Ganhando tranquilidade

Imagine ter o poder de consciência sobre o que acontece à sua volta ou ser capaz de identificar sinais de conflito ou de perigo antes mesmo das situações se concretizarem. Isso, mais ou menos, é o que acontece com mães zelosas que parecem prever riscos envolvendo seus filhos bem antes deles darem o primeiro passo em direção ao perigo. Não seria interessante conhecer um método prático para desenvolver esse tipo de consciência?

Imagine o quão tranquilo e maduro você se tornaria, aos olhos dos seus pares, se desenvolvesse esse tipo de habilidade. Você ficaria surpreso se descobrisse que essa é uma característica comum nas pessoas de sucesso?

Que tal desenvolver essa habilidade?
Experimente!

Exercício para desenvolver tranquilidade

  • Respire fundo e, ao soltar o ar, observe o seu corpo relaxando.
  • Respire fundo novamente e imagine alguns dos seus problemas se transformando em pombos ou balões como aqueles que são soltos nas aberturas de grandes eventos como olimpíadas ou copas do mundo.
  • Lembre-se de uma vez na qual você esteve bastante concentrado. Pode ser assistindo a um filme interessante, lendo um livro ou até mesmo assistindo a uma partida do seu esporte favorito.
  • Preste atenção em como você está respirando nesse momento e qualquer outra sensação que você consiga identificar.
  • Agora, aperte o dedo indicador contra o polegar para ajudá-lo a se lembrar dessas sensações.
  • Repita esse exercício dez vezes.
  • Repita o processo por 21 dias seguidos.
Repetindo esse processo por 21 dias seguidos, você estará se condicionando a voltar para o Estado de Tranquilidade toda vez que apertar o indicador contra o polegar. Uma vez aprendido esse condicionamento, você poderá "disparar" o Estado de Tranquilidade toda vez que precisar. Para isso, basta apertar o indicador contra o polegar.

Veja também:

12/1/13

Como identificar crenças I

Há várias formas de identificar crenças mas a maioria delas passa por prestar atenção ou por estar mais disposto a ouvir do que a falar. Também é muito importante estar mais interessado em sentir do que reagir e, principalmente, estar mais propenso a reconhecer detalhadamente o que foi sentido do que em dar uma resposta rápida e à altura.

Quando estiver tentando identificar um sistema de crenças de alguém, tente capturar o que essa pessoa fala ou escreve a respeito de coisas que lhe interessam. Uma ótima forma de fazer isso é através de perguntas, lendo biografias ou estudando a obra da pessoa que é dona das crenças que queremos identificar.

Como um exemplo, se você perguntar ao dono de uma pequena empresa: "como obter mais clientes?"; ele pode responder que seus clientes são obtidos através de indicações e, por isso, é preciso fazer um bom trabalho para continuar servindo os mesmos clientes e obter novos.

Uma forma de aprender ainda mais a respeito do sistema de crenças dele é através de perguntas do tipo: "Como você faria? (ainda que não faça).

Exemplo: Muitos empresários de porte médio acabam não crescendo mais por  uma questão sobre o tempo necessário para obter o Retorno sobre o Investimento e como dimensionar o investimento necessário em termos de recursos, tempo e volume extra de trabalho. 

Nesse caso, fazendo uma pergunta do tipo: "Se você tivesse acesso a uma fonte inesgotável de recursos, tempo e gente capacitada, o que você faria para atrair novos clientes?"

Após as várias respostas, você ainda pode perguntar: "Por que você não fez isso tudo até agora?"

Algumas vezes, a respota é: "Por causa das questões já discutidas (dúvidas, trabalho extra, dinheiro...). Mas não se espante se essa forma de ver a questão trouxer à superfície uma nova perspectiva e, com isso, o nosso amigo empresário chegar a soluções para cada um dos seus problemas. Quando isso acontece, ele simplesmente vence as restrições mentais e passa a operar em um  novo patamar no qual tudo dá certo.

Seria bem legal se você conseguisse copiar também essa nova crença pois ela é ainda mais possibilitadora do que o conjunto de crenças que trouxe o nosso amigo empresário até o momento.

Veja também:

11/29/13

Sistemas de crenças ou paradigmas I

Um sistema de crenças é tudo aquilo no que acreditamos consciente ou inconscientemente.  A parte consciente é fácil de identificar. O maior desafio está em detectar a parte inconsciente dos nossos sistemas de crenças. 

Para aprender um pouco mais sobre isso, preste atenção às suas reações; em especial, suas reações mais intensas. Por trás de tudo o que você não gosta ou adora está um conjunto de crenças que pode ser a chave para a compreensão de muito do que se passa em sua vida.

Os sistemas de crenças, junto com o não-consciente (que envolve tudo o que é inconsciente ou subconsciente), pela proteção da integridade física e mental. Toda vez que o inconsciente identifica uma situação parecida com algo conhecido, ele aciona um conjunto de crenças específico para amplificar as sensações de prazer ou minimizar as sensações de dor (física ou psicológica).

Esse mecanismo é extremamente eficiente e age sem que se possa perceber. Na maioria das vezes, esse mecanismo pode salvar o indivíduo de situações perigosas. Como exemplo, quando identifica uma situação de perigo, o inconsciente dá uma descarga de adrenalina no sangue, o coração passa a bater mais rápido, todo o corpo fica alerta e preparado para se defender ou fugir o mais rápido possível. O inconsciente responde dessa forma porque isso pode determinar vida ou morte em alguns casos. 

Entretanto, o inconsciente não consegue distinguir facilmente a diferença entre perigo real ou imaginário. E, o mecanismo que foi criado para salvar uma vida, pode determinar a morte no longo prazo. Veja, por exemplo, o caso de uma pessoa que, passa por inúmeras situações de stress durante o dia. 

Essa pessoa, tem várias descargas de adrenalina (que o deixa alerta e pronto para a ação). No entanto, ele não corre (como era suposto a fazer), ele continua sentado no escritório ou em seu carro sem perceber que seu coração está batendo mais rápido ou que sua pressão arterial está bem acima do recomendado. Pra onde você acha que vai toda essa energia foi? 

Quando esse cenário acontece apenas algumas vezes, a pessoa consegue levar uma vida normal. No entanto, o mais comum  nos dias atuais é as pessoas entrarem em uma ciranda que acaba por levá-los à morte por doenças ligadas ao stress.

Quer uma dica para melhorar suas chances? Preste mais atenção às suas sensações (taquicardia, aperto no coração, frio na barriga, arrepios, calafrios, etc...).  Em posts futuros falaremos um pouco mais sobre os benefícios dessa prática.

Veja também:

11/28/13

Aprendendo a ter sucesso com outras pessoas

Você deve conhecer alguém que teve sucesso na vida, certo? Todo mundo conhece alguém que teve sorte ou que conseguiu um grande feito. Você já pensou que poderia conseguir o mesmo tipo de sucesso ou, talvez, um sucesso ainda maior, se repetisse algumas das coisas que esse alguém fez?

Algumas pessoas disseram em entrevistas que, para conseguir o sucesso que tiveram, usaram um modelo ou um ídolo como referência e copiaram desses ídulos três pontos importantes:

2) A sintaxe interna
3) A fisiologia

1) Como copiar um sistema de crenças.

a) Identifique um conjunto de crenças que a pessoa modelo tem e que é diferente do seu sistema de crenças.

b) Verifique se existe conflito entre suas crenças e as crenças a serem copiadas. Uma forma simples de identificar esse tipo de conflito é prestar atenção se alguma das crenças te causa desconforto. 

No caso de desconforto, você vai precisar decidir se vale a pena vencer o conflito interno para alcançar o objetivo desejado. 
Uma vez que você decidiu assimilar o novo conjunto de crenças, comece por desafiar seu conjunto de crenças anterior através da busca de situações nas quais suas crenças não são verdadeiras. Procure por: 
  • exceções à regra
  • culturas nas quais sua crença não é tão relevante
  • motivos pelos quais você acredita no que acredita
  • problemas que você pode ter por causa dessa crença
Dessa forma, sua crença ficará um pouco mais fraca porque você ganhará consciência de pontos, momentos e situações nas quais sua crença não era tão absoluta assim.

c) Fortaleça o novo sistema de crença. 
  • Busque situações nas quais o novo sistema de crenças se revelou verdadeiro na sua vida
  • procure uma cultura na qual esse sistema de crenças é verdadeiro
  • pense a respeito de o que você ganharia se acreditasse na nova crença
  • reflita sobre o que as pessoas que te amam ganhariam se você adotasse esse novo sistema de crenças
2) Sintaxe interna
A sintaxe interna é o nome que se dá à sequencia que acontece na cabeça de cada um entre o momento que a pessoa recebe uma informação até o momento em que ela age.
Ex: 
Tem gente que quando encontra um problema, primeiro ouve uma voz interna depois imagina-se resolvendo o problema (ele consegue se ver resolvendo o problema) depois ele sente o coração batendo mais forte e confiante por ter resolvido o problema. Nesse caso, a sintaxe interna é: A(auditivo), V(visual), S(sinestésico).
Já uma outra pessoa, pode: 
Ver o problema crescendo (visual), ouvir a voz do pai brigando com ele (auditivo), sentir uma pressão no peito (Sinestésico) e, com isso, ele se paraliza e entra em estado de procrastinação.

O primeiro tipo vai resolver o problema. Já o segundo, não coseguirá resolver o problema dessa vez.


3) Fisiologia
Passe a se comportar, andar, falar, sentar como a pessoa que você quer copiar.

Veja também:

11/20/13

Desenvolvendo Criatividade

Você gostaria de ser mais criativo, resolver uma quantidade muito maior de problemas de forma elegante e necessitando de muito menos recursos que a maioria das pessoas à sua volta? 
Pense em quão gostoso seria receber o reconhecimento por várias ideias legais e soluções geniais que você deu e no quanto as pessoas que realmente te amam ficariam orgulhosas da sua forma inteligente e criativa de pensar e endereçar questões que pareciam extremamente complexas antes da sua chegada.

Esse exercício, apesar de simples, é extremamente poderoso e funciona tanto melhor quanto mais rápido for executado. Não há uma forma certa ou errada de fazê-lo mas os benefícios reais oriundos do exercício serão potencializados se você fizer esse processo o mais rápido que puder.

O exercício começa com uma bateria de perguntas e as respostas nem são tão relevantes assim. O objetivo das perguntas, nesse caso, é fazer a sua mente refletir sobre o tema que ela chege numa resposta. O exercício se completa quando você encontra a resposta não sendo, portanto, necessário verbalizá-la ou dizer pra alguém a resposta encontrada. 

Lembre-se; nesse exercício, a velocidade é muito mais importante do que a precisão. 

Preparado? Já!!!

Responda o mais rápido possível:

  1. Quem é o seu amigo mais criativo?
  2. Quem é o seu parente mais criativo?
  3. Você já teve ideias criativas quando estava perto deles?
  4. Você já teve ideias criativas perto de outras pessoas?
  5. Você costuma ter ideias quando está com alguém ou sozinho?
  6. Qual foi a melhor ideia que você já teve durante seus sonhos?
  7. Qual foi a melhor ideia que você já teve depois de uma boa noite de sono?
  8. Quando foi a última vez que você deu respostas imediatas e criativas para questões complexas?l?

Agora, pense um pouco a respeito de outras pessoas também criativas.

Quais são as personagens mais criativas que você conhece?

Como você poderia se beneficiar da criatividade deles?


Ser criativo passa por fazer as coisas de forma diferente e por estar disposto a experimentar as propostas aparentemente malucas da sua intuição. Ser criativo, tem tudo a ver com estar descansado, em paz, tranquilo e feliz.

O mais legal dessa coisas toda é que, quanto mais criativo você for, mais feliz você será e o ciclo se auto-alimenta. Quanto mais feliz você for, melhores oportunidades você presenciará e melhores serão as suas condições para aproveitar as oportunidades que lhe serão dadas.

Assim, para ser criativo:


  1. Pense positivo
  2. Confie em sua intuição
  3. Faça coisas diferentes, vá a lugares diferentes, converse com pessoas diferentes, converse de forma diferente. Se você sempre debate, experimente ouvir e procure compreender o lado da outra pessoa. Procure colocar-se em seu lugar. Procure apreciar o fato dela pensar diferente de você e tente encontrar algum problema da sua vida (presente ou passado) no qual a visão dessa pessoa poderia ter ajudado na solução do problema.
  4. Ouça seus conselhos. Na maioria das vezes, os conselhos que você dá às outras pessoas também servem pra você.
  5. Sorria, faça exercícios, aprecie cada pedaço de alimento que você coloca em sua boca.
  6. Preste atenção nas suas sensações. Lembrete: alegria, tristeza, solidão não são sensações. Sensações são: pressão no peito, calafrios, frio na barriga, nó na garganta, etc... Normalmente, uma sensação antecede um pensamento que antecede uma ação. Se você conseguir identificar suas sensações, pode criar um plano muito mais efetivo para cada vez que a sensação aparecer. Dessa forma, você perceberá com uma boa antecedência quando você está prestes a perder o controle e a razão.

Veja também:

11/11/13

Para progredir na vida

Pense positivo. 
Uma das vantagens de pensar positivo é que, quando você o faz, está no completo domínio da situação. Procure prestar a atenção; na maioria das vezes que você pensa negativo, você está reagindo à ação de alguém. Pode ser uma notícia de televisão, uma fofoca que ouviu, um comentário mal interpretado ou até mesmo a expressão dos seus medos e inseguranças. Por outro lado, quando você pensa positivo, se dá ao direito de sonhar e imaginar não só a realização desse sonho como também as delícias de usufruir e apreciar o sonho realizado.  Alguns poderiam dizer que pensar positivo está relacionado com criar enquanto que pensar negativo está relacionado com reagir e, quem reage, está sendo controlado por algo que, quase nunca, está relacionada com os próprios objetivos de vida.

Escreva seus pensamentos positivos.
Quem escreve os sonhos tem maiores chances de construir relações entre os vários sonhos que tem. Consegue mostrar os sonhos para os amigos de forma organizada e consegue construir relações entre seus sonhos e os sonhos de seus amigos. Essas relações criam sinergias e mostram caminhos que fazem com que um mesmo esforço traga benefícios para muito mais gente e contruibua na realização de muito mais sonhos. Essa energia linda e esse sentimento intenso fazem as pessoas se motivarem e essa motivação é a base da realização de pequenas e grandes maravilhas sendo também a fonte da magia que realiza sonhos que pareciam impossíveis.

Coloque data nos seus sonhos.
Um sonho com uma data transforma-se, imediatamente, num plano. Com um plano na mão, você pode avaliar o que precisa para que o plano se concretize. Você consegue pedir ajuda quando tem dificuldades, pode dividir tarefas em pequenas etapas e ficar feliz a cada etapa concretizada. Você pode avaliar os riscos de um determinado plano de ação e criar planos de ação alternativos para quando descobrir que outros serão beneficiados com os resultados do plano. Esse processo aumenta consideravelmente a chance de seus sonhos se concretizarem ainda antes e com custos muito menores pra você.

Encontre parceiros com sonhos complementares
Esteja preparado para repartir seus sonhos com outras pessoas. Encontre pessoas de confiança; desenvolva a confiança nas pessoas, saiba até onde pode confiar em cada um e confie esse tanto. Isso ajuda muito! Mas tem algo que ajuda ainda mais.

Preste atenção aos sonhos dos outros. 
Ouça com atenção e respeito; na verdade, tente ouvir com entusiasmo. Uma pessoa com um sonho tem sempre muito a contribuir. Alguém com um sonho é um realizador. Ele vai encontrar uma forma de chegar ao objetivo dele e é bem provável  que ele te ajude a alcançar seus objetivos também. Por isso, cultive o hábito de encontrar sinergias entre os sonhos dos outros e o seu próprio. Quanto mais hábil você for em ouvir os sonhos dos outros, encontrar formas de ajudá-los a alcançar tais objetivos e descobrir como o sucesso de seu parceiro contribui para o seu próprio sucesso, maior será o seu sucesso.

Desenvolva acuidade sensorial.
Aprenda a perceber se está indo na direção certa. Há vários sinais de que você está indo na direção certa mas o mais importante é: você se sente feliz e realizado. Se as coisas parecem muito difíceis, esse costuma ser um bom sinal de que há um caminho melhor. 
Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor; por isso, ter acuidade sensorial não significa exatamente levar a vida na flauta. Mas excessos de dificuldades costumam ser um bom indício de que deve haver outros caminhos.
Outro bom indicativo de que o caminho não é o melhor é o ato de julgar. Sempre que você se pegar julgando outros, os acontecimentos ou (e principalmente) você mesmo, esse é um bom momento pra parar e pensar: "alguma coisa não está lá tão bem no caminho que eu escolhi".

Veja também:
Pensando positivo
Reconheça os sucessos do passado

11/6/13

Para ser criativo em alguns passos práticos

Para ser criativo, você não precisa fazer muito. Na verdade, vou dar uma notícia que pode representar um certo choque pra você. Para ser criativo você não precisa "fazer" muito; talvez precise "deixar" de ser um pouco do que já é. Pense comigo; na verdade, você nasceu criativo. Naquele tempo, como você não sabia nada, tudo o que fazia era repleto de pura criatividade. Com o tempo, você foi aprendendo e quanto mais aprendia, mais se acostumava a fazer do jeito que sabia. Agora, muitos de nós só faz do jeito que sabe. E tudo o que não sabe, passou a ser considerado impossível, imoral, irresponsável, errado ou coisa pior.

Muita gente pensa que Criatividade é uma arte e eu estou disposto a respeitar esse conceito. No entanto, gostaria de propor um exercício que vai turbinar a sua criatividade em muito pouco tempo:

Sendo criativo. Módulo Básico.

1) Faça uma coisa diferente por dia. Não importa o quê, não importa se alguém vê. Apenas faça algo diferente. Quer sugestões?
Você é tímido? Dance no seu quarto sozinho sem que ninguém veja. Faça um caminho diferente para o trabalho, experimente deixar alguém passar à sua frente, sorria.
Você consegue se soltar um pouco mais? Fale com as pessoas na rua. Pergunte algo, faça um elogio, ouça; eu sei que essa é difícil mas, se você realmente quer ver sua criatividade explodir e atingir níveis que você nunca pensou ser possível, esteja preparado para ficar rouco de tanto ouvir.

2) Escolha algumas áreas da sua vida ou momentos do dia no qual você pode fazer pequenas "loucuras". Nessa área ou nesse momento, permita-se agir sem pensar. Experimente fazer isso sozinho por enquanto. "Agir sem pensar" em grupo pode ser bastante perigoso e será tratado com mais detalhes em um dos próximos módulos.

3)  Durante o seu momento de criatividade, tente controlar as críticas racionais internas. Durante esse momento, permita-se desafiar o ridículo (por isso é importante estar sozinho no início).

4) O seu lado racional precisa de tempo pra agir. Por isso, se você experimentar falar muito rápido ou escrever muito rápido, você conseguirá dizer ou escrever coisas que não foram ainda "julgadas" pelo seu lado racional. Durante esses momentos, enquanto você está permitindo fluir um verdadeiro rio de ideias, torna-se mais fácil ter ideias criativas.
Uma forma de fazer isso é fechar os olhos e digitar tudo o que vier à cabeça ou ligar um gravador e falar o mais rápido possível tudo o que vier à sua mente sem se preocupar com nenhuma consequência. Muito importante: cultive o hábito de não sair mostrando o resultado dessa experiência para outras pessoas. Elas podem não entender o contexto.

Transformando essas ideias criativas em algo prático.
Uma vez construída uma lista de ideias criativas, descanse alguns minutos ou horas e leia o que foi escrito (ou ouça o que foi gravado) com uma postura de execução e imaginando formas de implementar o que foi concebido. Nesse processo, é muito comum encontrar dificuldades de execução.

Quando uma dificuldade for encontrada, convoque o seu lado criativo a resolver os problemas levantados pelo seu lado executor de uma forma criativa.

11/4/13

Resolvendo problemas difíceis

Na resolução de um problema complexo, um passo muito importante é começar a agir e evitar a armadilha de se intimidar ante ao problema, o que pode causar a paralisia do medo.

Nesses momentos, ter um método de operar pode ser fundamental para determinar o sucesso.

Veja um procedimento abaixo:

A identificação ou definição do desafio
  1. Você consegue quebrar o problema em partes menores?
    • Se sim -> Quebre o problema.
    • Volte para o passo 1.
    • Se não -> Vá para o passo 2.
  2. Faça uma lista de pessoas ou instituições que serão impactadas.
  3. Pense a respeito de uma solução ideal imaginando que o problema já foi resolvido. 
  4. Verifique o que você gosta a respeito dessa situação. 
  5. Há algo que você não gosta a respeito dessa situação?
  6. Verifique se essa situação causa problemas para outras pessoas, para sua comunidade ou para o meio ambiente em geral. 
  7. Caso afirmativo, tente encontrar uma outra situação ideal que não causa problemas para a parte impactada. Repita esse ciclo até chegar a uma situação ideal.

A preparação
Junte todo o material e informação que você conseguir a respeito. Livros, contatos, filmes, registros de conversas, e-mails, atas de reunião, sites ou blogs, fotografias, desenhos esquemáticos. Pense um pouco mais sobre a situação ideal (quando o problema já estará resolvido), folheie todo o material que você encontrou sem nenhuma leitura detalhada (de preferência), formule perguntas, converse com as pessoas, coloque suas perguntas em fóruns de discussão e faça uma pesquisa da forma mais profunda que conseguir. Trabalhe conscientemente no desafio o mais intensamente que conseguir até você perceber que já se preparou o melhor que podia.

O pedido
Delegue o problema para o seu cérebro como se você estivesse falando com um profissional altamente capacitado, de profunda experiência na área e extremamente bem pago. Você sabe muito bem que não precisamos dar muito detalhes para esse tipo de profissional. Eles normalmente já sabem o que fazer ou estão capacitados a fazer as perguntas certas caso tenham alguma dúvida. Aprenda a tratar o seu inconsciente como se ele fosse esse tipo de profissional e ele encontrará formas de se transformar no tipo de profissional que você precisa.

Descansando a massa
Quando se faz massa de pão ou pizza, é muito comum deixar a massa descansar por algum tempo. Esse tempo é fundamental para que o fermento biológico faça seu trabalho e a massa cresça tornando o pão macio e gostoso.
Tire vantagem desse artifício. Por um tempo, simplesmente esqueça o problema. Esse período pode ser longo ou curto mas é muito importante que você se dê esse tempo. Use esse tempo para fazer coisas legais como tomar café da tarde com a sua sogra querida, comprar flores para a pessoa amada ou planejar as férias do seu sonho. A mágica precisa de algum tempo para acontecer. Permita-se ter sorte!

"Voilà!!" ou "Vualá!!" ou (Eureka!!!)
Uma ou várias outras ideias criativas para esse e outros vários problemas serão apresentadas a você como se você fosse o gênio... que realmente é.

Veja também:

10/31/13

A gangorra do relacionamento


Já faz algum tempo, talvez você nem lembre; mas, quando era bem pequeno, você costumava dar muita atenção e aprender bastante com os mais velhos. Naquele tempo você costumava tratar com muito mais atenção, carinho e respeito tudo o que era diferente de você. E hoje, como você se relaciona com o diferente? Aliás, quem disse que o novo é diferente de você? Talvez você seja o novo!

Sua percepção de mundo foi formada em cima de uma base criada a partir da visão de mundo de suas referências. É bem verdade que cada nova referência foi escolhida levando em consideração um conjunto de referências anteriores (consciente ou inconscientemente). Você desenvolveu uma forma de pensar que foi testada e validada através de anos de experiências e, agora, você tem um conjunto de padrões de comportamento, reações, valores e crenças que funcionam muito bem para todas as situações como as que você viveu e sobreviveu. É um sentimento bem gostoso esse de já "saber alguma coisa da vida" e ter respostas para os problemas que aparecem, não é mesmo? Dá até um gostinho de colo de mãe. Mas, que você acha da frase abaixo?

 "Quando você pensa que tem todas as respostas, vem a vida e muda as perguntas.

Se eu levar a frase a sério, confesso que fico um pouco assustado. Quando éramos crianças, pelo menos tínhamos pouco a perder mas e agora? Pior, o jogo já está pra lá da metade do primeiro tempo. Já não tem mais tanto tempo assim pra virar o jogo. Isso tudo torna-se ainda mais assustador para as pessoas que compreendem a vida como uma batalha ou um jogo no qual há vitoriosos e derrotados.

Como você já acumulou alguns anos de estrada, é bem provável que tenha identificado padrões que se repetem na sua vida. Por exemplo, talvez você já tenha percebido que, se tratar o professor com um respeito parecido com o dedicado aos seus pais, as coisas tendem terminar bem. Se tratar o chefe com um respeito e obediência parecido com o dedicado ao professor, tudo tente a ficar bem também.



De certa forma, seguimos pela vida repetindo padrões e validando experiências que cristalizam aprendizados. E, esses aprendizados acabam por determinar o conjunto da sua obra e, no final, acabam por determinar quem você é.

Mas, e se você não gostar do que é? Não é nenhuma novidade, o filho não gostar do que o pai é. Inconscientemente, o filho já sabe que, tomando as mesmas atitudes do pai, acabará como o pai e, isso, ele não quer. Então, o filho passa a se comportar de forma diametralmente oposta à posição do pai. Sem perceber que os extremos de uma linha infinita estão, na realidade, muito próximos. Ao negar o que o pai é, o filho acaba por confirmar o padrão.

De certa forma, como o filho (ao invés de ser ele mesmo) passa sua via negando o que o pai é, a cada infortúnio da vida (por menor e mais natural que seja) pode ser atribuído, pelo filho, como uma negação de sua forma de pensar e, nesse momento, ao invés de procurar alternativa, o filho volta a ser muito mais o pai do que o próprio pai foi. Com um bônus: nesse momento, muitas vezes, o pai já aprendeu com o filho a mesma lição.

Enquanto não reconhecerem o padrão, continuarão trocando de lugar e, como o sol e a lua, se amando e, ao mesmo tempo, confirmando e negando as próprias teorias sem nunca se encontrar.


Veja também:

10/25/13

O que se perde ao julgar

Gate dreaming
Na pressa em julgar o que acreditamos ser diferente, acabamos nos esquecendo de agradecer o incrível trabalho que o diferente nos presta em ajudar a identificar quem realmente somos. A existência do diferente ajuda a identificar o semelhante e a reconhecer o "eu" dentro do semelhante. É incrível como, quando encontramos nós mesmos, através do diferente, ao invés de festejarmos e apreciarmos o "eu" recém encontrado, preferimos dirigir nossa atenção para o diferente como se precisássemos proteger o "eu" recém encontrado do ameaçador "diferente" que há no outro. Será que há algum traço de generalização e fraqueza nessa abordagem? 

Você lembra? Nos primeiros momentos da sua vida, você conseguia aceitar admiração, atenção e respeito tudo aquilo que não era. Mas já faz muito tempo, não é mesmo? Claro, essa tarefa era fácil porque você não tinha consciência do que era e parecia que o "tudo" estava fora de você. Naquele tempo, você absorvia o "tudo" como se fosse o único caminho para  que pudesse se tornar quem é e cumprir sua missão de vida. E, à medida que alguns foram absorvendo e aceitando o "tudo", foram se tornando também parte desse todo; ou, pelo menos, tomando consciência de que eram, primeiro, parte do todo e segundo, foram se conscientizando a respeito da própria identidade. Com o tempo, alguns esqueceram que eram parte do todo e ficou só a própria identidade.

À medida que passamos a acreditar que já somos grandes e provamos néctar sedutor do poder ilusório de julgar, abrimos mão do direito de admirar e agradecer a existência da diferença. Nesse momento, passamos a nos comportar um pouco como o Narciso e perdemos a oportunidade de aprender com o diferente que insiste em existir inclusive (e principalmente) dentro de nós mesmos.

E ao julgar o diferente, criamos conflitos intermináveis criando verdadeiras tempestades internas. Nesses casos, pode não ser muito sábio lutar contra a tempestade. Talvez seja mais prudente abraçá-la e, ao fazê-lo, como uma criança que ainda não aprendeu a ter medo de cachorro, você pode descobrir formas criativas de se tornar calmo no meio dessa tempestade e até de se perceber como parte dela. Quando você conseguir fazer isso, o sábio que existe em você conseguirá repartir sua calma e sabedoria com a tempestade e tanto você quanto ele ganharão o direito de usufruir da força e poder transformador desse novo e poderoso aliado.

Veja também:

10/21/13

Autonomia, propósito e aprendizado

Há um número considerável de pessoas que atribuem a falta de motivação a causas que não conseguem controlar. Elas alegam não ter controle algum sobre fatores externos como o trânsito, a corrupção, os impostos ou a chuva (ou falta dela). Esse pensamento parece ser a principal justificativa para um conjunto de pensamentos negativos que elas nutrem o que ajuda a explicar a forma como se comportam frente as circunstâncias. Mas, e se houvesse algo que elas pudessem fazer a respeito?

Propósito

Imagine, por um instante, um outro universo ou outro tempo. Nesse novo universo, você já descobriu o seu propósito de vida. Suponha que, apenas por uma questão didática, nós tomemos emprestado o propósito de vida de alguém. Vamos supor que o seu propósito de vida fosse ajudar as pessoas a aprender a estudar.

Com esse propósito em mente, você larga o seu emprego e vai para um instituto no qual se desenvolve técnicas avançadas de ensino e aprendizagem.  Nesse novo trabalho, você ganha 15% a menos e precisa acordar bem mais cedo mas, nem mesmo o ônibus lotado te atrapalha porque você passa toda a viagem refletindo sobre soluções criativas para melhorar o aprendizado das pessoas.




E imagina todos os benefícios que suas ideias trarão para as pessoas, todas as pessoas que vão se beneficiar, como elas vão ter uma vida melhor por causa do que aprenderam usando suas soluções de educação... algumas dessas pessoas, melhoraram tanto de vida que estão dispostas a fazer doações para que você continue o seu trabalho. Outras, compram soluções que você desenvolveu, e, logo, logo, você está com um patrimônio muito maior do que imaginou. E tudo isso apenas porque resolveu seguir o seu propósito.

Percebeu o potencial de impacto de um propósito na sua motivação?

Autonomia

Em um ambiente como o instituto hipotético no qual você trabalha, as pessoas partilham propósitos comuns. Todos sabem e confiam que todos estão dando o melhor de si para juntos alcançarem os objetivos. Dessa forma, as pessoas não interferem na forma de fazer de cada um. Aliás, todos sabem que há sempre várias formas de implementar uma solução e, enquanto houver uma boa comunicação, a forma torna-se secundária. Em especial se as pessoas forem flexíveis o que é uma premissa razoável já que todos estão trabalhando em prol em um objetivo comum. Essa é a noção de um ambiente no qual as pessoas têm autonomia.

Aprendizado

Toda essa motivação te deixa ainda mais disposto e você investe grande parte do teu tempo em pesquisas e estudos que te ajudam a compreender cada vez mais sobre o que você está fazendo. Quanto mais você aprende, mais motivado fica tanto a aprender quanto a trabalhar. Sabendo mais e trabalhando mais é muito razoável que você tenha, cada vez mais, um nível maior de autonomia e motivação.

Percebeu o impacto positivo do aprendizado na motivação?

Quando você contar essa estória que mudou a sua vida, alguns amigos vão questionar o fato de que o instituto é hipotético e que, na verdade, até o propósito dessa estória é ficção e isso servirá como uma boa desculpa para que eles continuem na vidinha mediana que levam reclamando de tudo e de todos.

Talvez alguns deles resolvam fazer como você, assumir o propósito hipotético como dele (até que ele encontre um outo) e começar pelo aprendizado. Propósito + Aprendizado implicam em Autonomia.

Propósito + Aprendizado + Autonomia  = Motivação

Propósito + Aprendizado + Autonomia + Motivação = SUCE$$0



10/15/13

LEGO Lord of the Rings

Uma fonte maravilhosa de oportunidades de aprender.

Desafios.
Assista ao filme com uma atenção extra para:

  • Quem é guardião e quem é herói.
  • Procurando ver mais semelhanças do que diferenças
  • Importância estratégica x força física ou habilidade
  • Relevância x beleza
  • Importância da diversidade


Pensando positivo

Muitos acreditam que a mente funciona como uma antena que orienta todos os sentidos na busca de soluções para o problema que ela está tentando resolver no momento.

De acordo com essa escola de pensamento, se você está com medo, a sua mente orienta seus sentidos a experimentar o medo e a validar as sensações que você está tendo. Por isso, quando você está com medo, tende a ignorar a maioria das informações que não estão relacionadas com o medo que está sentindo. Por exemplo:
Se você está num lugar estranho, sozinho, com medo e ouve uma música alta, um cheiro diferente e o ambiente está escuro, dificilmente você prestaria atenção numa placa mostrando a foto de um hambúrguer. É também quase certo, que você não se lembraria do preço do sanduíche; mesmo que estivesse escrito em letras grandes ao lado da palavra "promoção".
A sua mente, nesse momento, estaria procurando por sinais de segurança que estão relacionados com lugares claros e gente que se veste, se comporta e se parece como você. Se você encontrar uma lanchonete com essas características e estiver com medo, tem uma chance maior de entrar.

Por outro lado, se você estiver com fome e pouco dinheiro, a sua mente buscará soluções para esses problemas específicos e é bem mais provável que você note o preço do sanduíche e o cheiro de carne no ar.

Não se iluda, tanto a fome quanto o medo são reações importantes. São mensagens avisando que algo precisa ser feito. Entretanto, é importante não alimentar o medo e nem tornar a fome maior do que é. No momento tanto da fome quanto do medo, pensar no pior pode atrapalhar bem mais do que ajudar. Por isso, uma vez recebidas as mensagens de fome e de medo, torna-se uma boa política, passar a pensar positivo para que sua mente abra seus filtros passe a captar com mais eficiência as informações que vão ajudar a construir soluções criativas para o problema.

Algumas perguntas podem ajudar na construção de uma percepção positiva a cerca da situação:

  • Quem pode se beneficiar dessa situação ou da ação planejada?
  • Como essas pessoas serão beneficiadas?
  • Quando essas pessoas serão beneficiadas (curto, médio ou longo prazos)?
Veja também:

10/14/13

O super-prestativo e a morte do visionário

Regras são fundamentais para a convivência e a simples existência e reconhecimento delas já mostra um nível superior de maturidade em uma sociedade. No entanto, algumas vezes, essa importância é extrapolada e as pessoas se esquecem dos motivos pelos quais as regras foram criadas e passam a viver como se a regra fosse mais importante do que elas mesmas. Como se as regras não tivessem sido criadas para que as pessoas fossem mais felizes.

Há algum tempo, eu li um livro sobre uma menina a quem foi ensinado que a obediência era uma qualidade muito importante. Ela testou o conceito e foi muito bem tratada por ser obediente. Sua mente, como a mente de todos nós, era bastante literal e adorava repetir e extrapolar processos que funcionavam. Como era de se esperar, a mente da menina tentou maximizar a sensação de prazer que vinha do reconhecimento da sua obediência e foi exatamente aí que nossa aventura começou.

Com o passar do tempo, a menina aprendeu a fazer o que as pessoas queriam e aprendeu a gostar da sensação de servir aos outros. Ela realmente achava que essa era a forma certa de viver.

Mas, o que há de errado com isso? Quais as possíveis implicações não tão positivas dessa abordagem?

O primeiro ponto que me vem à mente é que um engajamento excessivo a causas alheias pode levar a uma vida com menos paixão. Não a paixão por uma outra pessoa mas a paixão pela vida ou pelas coisas que você faz.
É essa paixão que leva a ter a sensação de que tudo está dando certo e que a vida é fácil. Esse é o sentimento que algumas pessoas chamam de Vigor. O Vigor é uma etapa muito importante dos Sete Estágio de Maturidade.

Pode até haver outras formas de ser feliz na vida mas o Vigor é, definitivamente, uma alternativa que recomendo explorar.

Um outro ponto que convida à reflexão é que, quando alguém se entrega completamente à causa de fazer outras pessoas felizes e faz isso durante muito tempo; passa a ficar realmente bom nisso. Essa atitude passa a ser algo que ele faz sem muito esforço; eu diria até que é algo que chega a fazer de forma até inconsciente. Até aqui, só há pontos positivos.

Não entanto, quando se passa a agir inconscientemente, passa-se a ter também esse padrão como referência inconsciente e, uma referência inconsciente pode dar origem a graves problemas de relacionamento. As pessoas podem passar a exigir das outras que as tratem com a mesma atenção, dedicação e carinho que elas imaginam estarem dando. Ainda que os outros não sejam capazes de retribuir (ou até mesmo perceber) tamanho comprometimento.

Eu acho que é justo exigir tratamento semelhante ao que se dá mas, quando um tratamento beira a excelência e essa perfeição é alcançada de forma inconsciente, como essa pessoa vai perceber que os seres humanos à sua volta podem não ser capazes de dar um tratamento do mesmo nível? Pior ainda, será que essa pessoa é tão boa em perdoar falhas de tratamentos quanto é boa em tratar as pessoas à sua volta?

Já imaginou o tamanho das decepções que ela pode estar armando para a própria vida?

Mas esse nem é o ponto mais obscuro da abordagem super-prestativa. Na verdade, ao se dedicar tão intensamente aos outros, uma pessoa pode acabar por se afastar de sua verdade interior tornando ainda mais difícil descobrir e cumprir sua missão de vida. Negar a própria verdade interior é um dos golpes mais cruéis e mortais que se pode dar no visionário que existe dentro de cada um de nós.

Permita-se ser totalmente emocional

Há muita energia em ser emocional e não é nada inteligente desperdiçar tamanho potencial de força, coragem e fonte de soluções inteligentes e criativas para os problemas mais complexos que enfrentaremos na vida. O emocional é como uma bomba atômica! Ele é o canal através do qual podemos liberar uma quantidade absurda de energia em um espaço muito pequeno de tempo. Assim, seja para a realização de tarefas difíceis ou como um antidoto completamente natural contra a procrastinação, uma explosão emocional é sempre um escolha mais que plausível.
Isso posto, fica fácil perceber que nosso lado emocional não é uma parte a ser escondida ou reprimida mas sim um recursos maravilhoso a ser refinado, reconhecido, apreciado e compreendido para que ele possa colocar toda a sua força a favor do seu propósito de vida na hora mais apropriada.

A pergunta que cabe nesse momento é: Como, então, podemos conhecer melhor o poder e as características do nosso lado emocional?

Aqui está um processo prático:

O primeiro passo é agradecer a existência do lado emocional, reconhecer a sua importância e dedicar-se a aprender um pouco mais sobre ele a cada dia.
O segundo passo é reservar um momento para se permitir ser totalmente emocional. Nesse momento você  pode ser puro sentimentos e intuição. E lembre-se, quanto mais complexo for o problema, mais importante será esse seu lado na obtenção da melhor solução para o problema.
O terceiro passo é passar a usar a sua emoção (intuição e sentimentos) como parte relevante no seu processo decisório.
Comece com questões simples para ganhar confiança. Permita-se ser totalmente emocional em questões corriqueiras como escolher um filme para assistir, escolher uma loja para entrar ou uma roupa para comprar, ou até escolher um restaurante para ir.
Tive uma ideia. Encare isso como um desafio. Apenas por hoje, siga a sua intuição e experimente a uma escolha com a mente aberta e buscando o que há de bom na experiência.
Fazendo esse exercício regularmente, no mínimo você será agraciado com uma dose cavalar de acréscimo na sua criatividade além de se tornar alguém muito mais interessante com muito mais estórias pra contar e muito mais experiências pra repartir se tornando capaz de falar sobre lugares que você visitou, fotos que tirou, pratos que experimentou, situações engraçadas que viveu, pessoas novas que conheceu.
Você consegue imaginar quão melhor passará a ser a sua vida e de todos aqueles que te amam?

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